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Expresso

Gostar das trevas

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“Ouvia o meu coração a bater. Ouvia o coração de toda a gente. Ouvia o ruído humano que fazíamos, sem que nenhum de nós se movesse, nem sequer quando a luz da sala se apagou. Quando vivemos durante tanto tempo nas trevas, começamos a gostar delas. E elas a gostarem de nós. O rosto vira-se para as sombras e elas aceitam, curam. Mas também devoram. Alguma coisa morreu em mim. Foi preciso muito tempo mas, agora, morreu. Apetecia-me ir ao pátio e gritar ‘Nada disto vale a pena!’ Não sei o que me irá acontecer nem a qualquer outro neste mundo.

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