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Expresso

Papel de parede

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A história da muito pouco recomendável promiscuidade entre música ‘clássica’/erudita e rock é um arrepiante desfile de horrores. Se, numa modalidade de acrobática performance circense, o esventramento de ‘America’, de Leonard Bernstein, às mãos de Keith Emerson, com os Nice — podemos vê-lo, a preto e branco, num programa de televisão britânico, de 1968, com punhais cravados no teclado do Hammond e tudo —, possuía, ainda, alguma candura kitsch, o que veio a seguir (e coloco a questão com a máxima gentileza) é um pomposo equivalente sonoro do cast de “Freaks”, de Tod Browning: integrando a mesma associação de delinquentes e, posteriormente, a bordo dos Emerson, Lake & Palmer, o rasto de vítimas inocentes degoladas não apenas se ampliou dramaticamente, de Bach a Copland, Sibelius, Janácek, Ravel, Prokofiev, Tchaikovsky, Ginastera, Bartók e Mussorgsky.

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