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Expresso

Leveza

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Na formidável coletânea de histórias de ódio, xenofobia, ficção científica, violência sanguinária, pornografia e trepidante aventura que é o Antigo Testamento, nunca foi prestada a devida atenção ao facto de, logo a abrir, no Génesis, Adão e Eva terem sido proibidos de comer não uma inocente maçã (apenas a partir do século XIII, na iconografia religiosa europeia, o pecado original foi assim representado) mas sim “o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Isto é, o casal que (após a separação litigiosa de Adão e da primeira mulher, Lilith, devido a desentendimentos acerca da legitimidade da posição coital girl on top — ver “Alfabeto de ben Sirach”, 700/1000 EC) vivia em paradisíaco concubinato, estava contratualmente obrigado a ignorar a moral.

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