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Frágil mas excelente

Só falta a saída de ‘lixo’ da dívida portuguesa. Ontem, a Fitch deu o primeiro passo. Devem seguir-se a Moody’s e a S&P

A confirmação pelos ministros das Finanças da União Europeia da saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, onde se encontrava desde 2009, é uma indiscutível vitória para o país, culminando a catadupa de bons indicadores económicos dos últimos meses. Ninguém deve ignorar contudo que a situação nacional continua a ser frágil, com uma dívida externa (do Estado e das empresas) que se mantém demasiado elevada, um sector financeiro ainda a lamber as feridas e um conjunto de bancos e empresas em mãos estrangeiras. As taxas de juro na Europa não vão descer mais. Quando aumentarem, é bom que Estado, empresas e famílias tenham reduzido drasticamente o seu endividamento. Até lá, contudo, é tempo de celebrar o crescimento económico, a redução consistente do défice, os saldos primários orçamentais, o regresso do investimento, a descida do desemprego, a criação de emprego. Só falta a saída de ‘lixo’ da dívida portuguesa. Ontem, a Fitch deu o primeiro passo.

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