Siga-nos

Perfil

Expresso

Esta desgraça nunca veio só

Há quatro anos andávamos com caneta nas mãos e faca entre os dentes, se o GES era líquido, se o BES era sólido, se era possível o impossível, se estávamos livres daquela gente, se aquela gente ia presa, quanto nos ia custar aquilo, aquela gente, e que gente se não nós iria pagar, quanto e como e porquê e, no fim, sempre a primeira última pergunta, para onde foi o dinheiro, para onde foi o dinheiro? Quatro anos depois, já não há ira nem pasmo, mas a dormência do mais-milhão-menos-milhão, que na verdade é mais-milhar-de-milhão, menos-milhar-de-milhão. Quando, há duas semanas, o Expresso revelou que o Novo Banco vai inesperadamente apresentar prejuízos acima de mil milhões de euros, o que exigirá mais capital, já não caiu nem o Carmo nem a Trindade nem um murro na mesa nem uma gota a mais de chuva. Mas a soma não pára de aumentar, entre acionistas, obrigacionistas, credores e contribuintes, a montanha invertida escavada na terra há de rondar os dez mil milhões. Não é uma vala comum, é uma vala dos comuns.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)