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Pedimos desculpa pela interrupção

Se o processo de Manuel Vicente foi “separado” por um juiz, o de Primeira Instância, logo houve pressa em concluir que isso era abrir caminho para matar o caso. Não é. Porque essa decisão é indiferente para a decisão seguinte, a de outro juiz, o da Relação de Lisboa. É ele quem vai decidir se mete o prato no microondas e envia o processo Vicente para Luanda, onde o antigo vice-presidente de José Eduardo dos Santos poderá ser amnistiado. É o cenário perfeito para meio mundo: a Justiça aquiesce, a política respira de alívio, as relações entre estados normalizam, as empresas fazem negócios, e todos podemos fazer parte da nova alvorada angolana. Só há um pequeno pormenor: um antigo procurador de Portugal é suspeito de ter sido corrompido por dinheiro angolano. Se a conveniência valer mais do que a justiça, a justiça não valerá sequer uma inconveniência. O pragmatismo é a pele da política.

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