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O lado de cá da vida

É tão fácil percebê-lo e tão difícil explicá-lo. Porque a um homem a quem sabemos que não se fará estátua nem se dará nome de avenida resta-nos a necessidade coletiva de lápide. Um artista rock, que mais é do que um artista rock? Que sociologias mudou, que filosofias deixou, que economias, monografias, caridades ou fraternidades semeou? Se é um artista que nasceu punk, quando “não queria mudar a coisa, mas vivê-la”, quando ele fumou tudo o que havia para fumar, bebeu tudo o que havia para beber e depois amou na revelação íntima do amor (“o amor é a coisa mais importante da vida”), que não foi poeta de escrita nem guitarrista prodígio, queremo-lo no estrado alto dos nossos afetos? Queremos. Porque já o temos. Porque já o tínhamos.

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