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Pinho & Mexia

Quem só se lembra (quem não se lembra?) do par de cornos no Parlamento sabe que Manuel Pinho perdeu então a cabeça. Mas não sabe que nunca perdeu o juízo. O juízo de ser bem pago. Mas o juízo que agora farão nasce de uma investigação judicial por corrupção. Sim, juízo, um imensíssimo juízo. Do Governo de Sócrates, Pinho saiu para dar aulas. Em Nova Iorque. Numa das melhores universidades do mundo. Depois de um patrocínio de três milhões da EDP. Vivia em Times Square, onde se cobra um dos metros quadrados mais caro do mundo. Recebia mais de 40 mil euros por mês da BES África, uma holding inútil. A sua função: participar numa reunião por mês. Quando as aulas americanas acabaram, foi dá-las para a China, que entretanto controla a EDP. E quando o BES (onde também trabalhava a sua mulher) colapsou, pediu ao banco uma reforma vitalícia de 40 mil euros por mês. Já está a ver onde isto vai dar, não está? À rotunda do Marquês. E não é por ali ser então a sede da EDP.

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