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Ele era tudo

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Uma frase — “Ele alegadamente fez.” Foram mais de dois anos escrevendo assim. Agora a frase encurta. Sai o advérbio, fica o verbo. Ele fez. O Banco de Portugal dá-o como provado. Agora o sujeito: ele. Singular. Porque depois de ler as 800 páginas do processo não restam dúvidas que, havendo muitos envolvidos — uns executores, outros crédulos, há até um tratado como idiota — todos pendiam dele, dependiam dele — e comiam dele. Falta o complemento direto: ele fez o quê? O que sempre noticiámos que “ele alegadamente fez”. Ele não era só “dono disto tudo”. “Ele era tudo”, diz Pedro Queiroz Pereira no processo. Tudo: BES, GES, contas falsas, declarações falsas, papel comercial, ocultação de passivo, invenção de ativos, tudo passava por ele. Ele era tudo.

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