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Expresso

A tomada de pose

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Cavaco nada pôde porque nada quis. Foi confessor da sua impotência e, nisso, despejou a República da Presidência. Foi uma opção. Marcelo tomou outra. Os três dias de festa foram mais do que celebração, foram anunciação. Nem é preciso interpretar o subtexto dos mil símbolos, basta o texto para perceber que não será lagarto ao sol. O banho de multidão em Lisboa, a apoteose no Porto, a proximidade, a graça esperançosa não são confetes para as memórias, mas a busca da base popular enquanto força futura. Se o Presidente está com o povo e o povo com o Presidente, as palavras decifram-se em autoridade e a autoridade em poder. Não foi só uma tomada de posse, mas de pose.

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