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Expresso

Petrogarve, 
uma nova região?

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Para quem não tenha ainda acordado, deixamos aqui o despertador: só no Algarve estão neste momento firmados vários contratos de prospeção de petróleo e de gás. É uma sementeira de colunas de perfuração, umas frente às praias, outras que irão fazer furos de fracking em terra, sobretudo na serra. Sim. Vão de Aljezur a Vila Real de Santo António e os seus impactos visuais e ambientais, tanto na prospeção como na óbvia futura exploração, serão devastadores para a região algarvia, para a qualidade de vida das suas populações e para toda a atividade turística. Pior ainda. Os contratos, já assinados pelo governo anterior, têm cláusulas de segredo e foram negociados sem que ninguém no Algarve — dos autarcas às populações — fosse chamado a participar ou sequer informado. Numa secretaria em Lisboa, cinco ou seis empresas petrolíferas sentaram-se à mesa com os governantes da altura e combinaram decidir sobre o país de forma avulsa como se estivessem a partilhar o saque de uma operação de pirataria. Se somarmos a este escândalo o das inúmeras concessões mineiras que foram sendo, meio à socapa, entregues a esta e àquela empresa, perguntamos se existe alguma instituição de soberania neste país para a qual seja possível fazer um apelo quanto mais não seja de simples informação.

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