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Barbudo Sarraf, rei do ouro do Amazonas

Deixem-me que vos fale de uma daquelas personagens maiores que a ficção, tão grandes mas perversas, generosas e inverosímeis que só podem existir no mundo real. Mas antes tenho de a colocar no seu território, Laranjal do Jari. Onde é isso? Bom, primeiro é preciso chegar a Brasília, depois apanhar um voo de quase três horas para Macapá, em plena Amazónia, cidade que fica exatamente sob o Equador, e levar com umas cinco horas de picada. A fronteira norte do município já é a Guiana francesa. É uma cidade de aspeto miserável, de barracas flutuantes degradadas, muitas delas com o placard “bar boîte”, que viveu o boom do garimpo e ficou carimbada com o galardão de maior prostíbulo da América do Sul. O seu mais distinto filho foi o Coronel Zé Júlio, o ‘criador’ do coronelismo, o maior latifundiário do mundo, com 3,5 milhões de hectares. Morreu há 70 anos. E o Barbudo Sarraf, o “Rei do Ouro”, bem vivo, que nas entrevistas do YouTube se exibe com 2,7 kg de joias de ouro puro, pulseiras, anéis, palito, armação de óculos, cinto e umas barbas de palmo e meio (procurem). Estávamos de passagem. Havia que falar com o homem. Porque sim.

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