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InCel, inseguros e imaturos

O mundo nunca será um lugar justo. Do ponto de vista do amor, das relações amorosas ou do “sucesso” com o sexo oposto, o termo “justiça” ganha um dramatismo de cunho muito pessoal. Há hoje quem se ache atirado para um poço existencial, numa maldição dos sexualmente excluídos, forçado a viver um celibato de cabeça enfiada num porno-ecrã. Como se isso lhes fosse infligido. O que tem isto de novo? Há toda uma filmografia teen norte-americana que parte do princípio de que o avançado do futebol é o rei e a cheerleader a rainha do baile e há o momento em que essa cisão de espécies se faz, quando o puto-feiote-sem-graça não arranja par. Aqui a nossa empatia está do lado do fracote que, no filme, por qualquer twist de enredo, fica com a rapariga gira e humilha o matulão loiro. Atualmente o plot podia ser diferente. Em vez de ficar com a miúda, o nerd juntava-se a um grupo obscuro da net chamado InCel e que é pouco mais do que um grupo terrorista, e alimentava o seu celibato no ódio pelas mulheres — justificado por não ter nascido no “lote dos bonitos”, os escolhidos para ter sexo. InCel vale por Involuntário Celibatário.

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