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O jejum está na moda

Desferi o low kick com rotação, que saiu pífio como um abanar de cauda de cão moribundo. O grande mestre de Muai Thay, ex-selecionador nacional daqueles que treina amiúde nos arrabaldes da Tailândia e que esticara docemente a perna para eu pontapear, perguntou com a complacência zen dos treinadores batidos: “Tomou pequeno-almoço?” Eu, com a alegria estulta de quem acha que se pode meter em mais uma arte marcial no último terço da vida ativa e que sabe umas cenas, retorqui: “Sim,mestre!” E ele desiludido: “Claro, assim não tem energia. Já lhe tinha dito se quiser estar com força não pode comer durante o dia.” Pronto, já mudou tudo de novo. O pequeno-almoço já não é a refeição mais importante do mundo. Fala o mestre: “Se quer ter power e estar focado no trabalho, na vida e ter energia para o desporto, terás de fazer jejum durante pelo menos umas 16 horas.” Chama-lhe “jejum intermitente”. Fui pesquisar e constatei que isto de passar larica durante o dia está mesmo na moda. Não se chama é dieta. Chama-se é jejuar.

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