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A beleza nojenta da puberdade

É sempre espantoso ouvir pessoas relatar que passaram pela entrada na adolescência com normalidade. Sim, que nada de especial ocorreu, foi um tempo interessante, feliz até. Fico perplexo por existir gente tão bizarra. Deduzo, pela literatura científica, pelo cinema, cultura pop, pela minha experiência pessoal, que a puberdade foi obviamente um tempo de horror, vergonha, confusão, perturbação e caos. E outras questões filosóficas que se resumiram a gritar com os pais ou a ficar com ar entediado. Mas, se bem que haja na maioria de nós essa irmandade da “esganificação vergonhante”, também se colocou uma pedra sobre o assunto e se deixou esse momento bloqueado algures num nódulo do cerebelo. Digo isto com o risco de generalizar, exatamente porque tenho estado a assistir a uma campanha lançada por um comediante norte-americano, Nick Kroll (39 anos), que está a pedir que se desenterrem aquelas fotos que captam o momento em que as hormonas explodiram e deixaram a nossa cara tipo quadro de Picasso, nunca antes mostradas em público.

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