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Expresso

O gaydar

Uma das expressões que ao longo dos anos ouvi foi que algumas pessoas teriam um gaydar — termo que mistura gay e radar — e que consiste na capacidade de detetar quem é ou não homossexual, mesmo que o detetado o estivesse a “esconder”. O termo, diga-se, é utilizado essencialmente por gays, que assim topariam quem estava ou não no armário ou disponível num determinado contexto social — digamos. Tratava-se de um “mito urbano”. Pelo menos na minha perspetiva. Mas eis que um estudo da Universidade de Stanford, uma das mais prestigiadas do mundo, publicado numa das mais importantes revistas científicas, vem alegar que, apenas pelo reconhecimento facial, um modelo computacional consegue adivinhar quem é gay. Os títulos das revistas científicas afirmam que não só o gaydar (sim, com este termo) existe, como uma máquina o reproduz? Isto tem implicações graves e complexas.