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O meu cavalo por um sensor

Estou numa estação de serviço. A mota, sofisticadíssima, alguns 1200 cc, olha para mim com ar de soberba. Funciona tudo. Está impecável. Bonita e gostosa. No entanto, a minha situação é pior do que se tivesse uma avaria complexa, centralina ou lá o que é. Algures, num qualquer quilómetro de autoestrada, terei perdido a chave. Melhor: aquilo a que agora chamam de chave e que faz a mota funcionar — um sensor que funciona por proximidade — saltou de forma suicida do bolso das calças para o desconhecido. Quando a parei já não tinha comigo esse totem mágico para voltar a pôr a trabalhar o monstrengo rocinante. A dignidade caiu no chão, espalhou-se como óleo velho e escorreu para a sarjeta, enquanto o meu companheiro de viagem bufava como uma velha chaleira em lume forte.

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