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Como falar banalidades

É espantoso como há pessoas que se adaptam a qualquer situação social — por mais frívola que seja — e outras que tendem a ficar insuportavelmente desconfortáveis. Aliás, quanto mais frívolo for o momento menos à vontade estão. Podem mesmo ficar bloqueadas com tanta leveza. Caladas. E passar por arrogantes e bestas pela cara fechada. Tendemos a pensar que se trata de uma questão meramente de educação — beltrano não sabe o que fazer nesta circunstância —, mas no fundo percebemos que há pessoas que simplesmente não têm as ferramentas para lidar com estas situações e pachorra para aguentar aquilo que se denomina como conversa da treta numa festa ou num jantar. Dizer o quê? Aqui? A esta pessoa? Para quê? E lá ao fundo outro grupo ri-se e conversa alegremente. O que para uns é “natural”, para outros é tirado a “ferros”. E não é “justo”. O que está a trautear banalidades não é melhor pessoa do que o tipo que está calado e ensimesmado. Nem há um charme especial dos “tímidos”. É apenas a porcaria de um jantar com estranhos que estão a fingir que se interessam uns pelos outros e a demonstrar que, pelos vistos, é fácil fingir interesse pela banalíssima vida dos outros e os outros pela deles. Já para uns quantos isso é uma chachada. Mas a alternativa era não vir à festa ou jantar (aliás, não devia ter vindo...)

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