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Matar e violar em direto

Não há muito tempo, nos filmes de Hollywood havia um momento em que os raptores, psicopatas, assassinos e todo o tipo de criminosos muito beras necessitam de publicitar as suas ações ou meramente de se proteger da polícia. Tipo momento-chave da coisa. Era então que decidiam chamar um jornalista ou um cameraman para registar o momento. Aliás, alguns desses filmes até se concentravam na questão ética que se colocava a esse mediador: deveria emitir essas imagens? Que papel de “agente provocador” tinha o repórter na ação do criminoso? Havia variantes. Num ou noutro, os criminosos até se passeiam já com câmaras portáteis de microcassetes para se autofilmarem. Deduzo que todos esses filmes se tornem incompreensíveis para as gerações que aí vêm. Tal como a necessidade de encontrar uma cabine telefónica ou dar com uma e não ter moedas. Porque hoje qualquer psicopata precisa apenas de ligar o Facebook Live e começar a transmitir.

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