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Ter ADN de Índio

Umas três semanas após ter esfregado vigorosamente a minha bochecha interna com uma zaragatoa no remanso do meu lar e a ter enviado para uma empresa de testes genéticos, eis que o carteiro me entrega um pacote enorme com os resultados. Ia finamente saber tudo sobre os meus antepassados. Contara a uns amigos e as apostas andavam entre o “mouro” com “romani” e “personagem de bandido que faz o Joaquim de Almeida em filmes americanos” com pitadas de europeu. Nada que me preocupasse. Tudo a bem de uma crónica, obviamente. Abri o pacote e saiu um diploma enorme, já devidamente emoldurado, certificando que eu, à presente data (31 janeiro de 2017), tinha realizado um teste de ADN para determinar a minha ancestralidade genética. Resultados biogeográficos ancestrais: Africana (0%). Leste asiático (0%). Europeia (85%). Américo Indígena (15%), bem acima dos 10 por cento de intervalo de confiança. Índio? Americano? Pocahontas? Touro Sentado? Moi?

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