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Terapia de choque e zapping

Um dos eventos mais bizarros que terá ocorrido este ano foi o desaparecimento do Homo Zapping, o tradicional ser humano agarrado ao comando de televisão. Para isso contribuiu a tal da Netflix e a ideia dos “novos hábitos de consumo de televisão” — tudo deve ser dito de forma pomposa, com sustentação teórica e como se fosse a última Coca-Cola do deserto. O Homo Zapping era o homem da casa, que no caso até podia ser a mulher e muitas vezes a criancinha. Era a mão que detinha o comando, o poder, o totem, o objeto sagrado e determinava ditatorialmente o que se via na pantalha. E quando se mudava o canal. Ora, o comando da sala está agora desprezado e sem pilhas, dado que cada um tem a sua televisão ou nem sequer lhe liga, pois ao jantar o pessoal está agarrado às plataformas digitais e a TV está a falar para o boneco ou — heresia! — desligada.

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