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Expresso

Trump é estéril (de ideias)

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Em 1993 “fiz” a primeira campanha eleitoral moçambicana. Quando acompanhei a Renamo pensei ter visto algumas das imagens mais inesperadas da minha vida. A população não conhecia fisicamente o Afonso Dhlakama, que durante décadas aterrorizara/defendera algumas zonas do país. A ideia era cobrir território a mostrar fisicamente o líder da Renamo, pois não havia nem TV nem outra forma de exibir a cara dele. Dois helicópteros da era soviética sobrecarregados de homens e armas arrastavam-se de zona em zona. À chegada — com horas de atraso —, Dhlakama era colocado num carro de bois e levado para debaixo da árvore grande da aldeia. Na confusão do trajeto, entre calor abrasador e o pó vermelho levantado, o povo tentava chegar-lhe, ver, tocar.

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