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Bem, obrigado!

Os portugueses cumprimentam-se com um aperto de mãos ou com os beijinhos da praxe, fazendo-os acompanhar da típica interrogativa: “Está bom?” E a típica resposta é “Bem, obrigado!”. Depois de termos feito as nossas sarcásticas apreciações internas ao sujeito que interpelámos, quer pela análise ao suor da palma da mão, à flacidez da manápula, ou quer pela força com que nos projeta a face no contacto do beijinho, nada mais interessa. Em boa verdade, nem a resposta dada interessa a quem pergunta nem a pergunta interessa a quem respondeu. Mas depois, pouco a pouco, começamos a chegar ao âmago da questão e, gradualmente, o inquirido começa a desfolhar o rol de queixas, que vão da renovada crise de reumático, aos eternos diabetes ou tensão alta... E se lhe dermos muita atenção, passados uns minutos já temos o interlocutor na cama do hospital.

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