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Os coxos e os marrecos

Corria o rumor de que uma alma penada fazia milagres a quem, à meia-noite, fosse ao cemitério. As curas eram fantásticas. O marreco, desde sempre gozado pela bossa que ostentava, chega um dia à tasca, escorreito e aprumado, e proclama que a mão fria da alma do outro mundo lhe havia tocado a corcunda, sumindo-lha para sempre. O coxo que por ali andava sai disparado, a roer-se de inveja, direito ao sepulcrário, na ânsia de um encontro com a alma milagrosa. “Quem vem lá?” “Sou eu...” “Eu quem?” “O coxo!”, responde ele, na expectativa de mais um milagre. “Ai sim? Então toma lá uma marreca!”

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