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O Comboio do Bacalhau

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A CP teimava em chamar-lhe Sud Express. Mas se assim partia de Lisboa, com algum internacionalismo e urbanidade estudantil dos jovens do Inter-rail que, como eu, iam descobrir a Europa do início dos anos 80, o que chegava à gare de Austerlitz, era uma mole de gente, cansada, suada e triste, ainda a chorar a partida, e a encher o que os franceses cedo alcunharam o “comboio do bacalhau”. Cabazes na mão, malas sem charme e caixas de papelão apertadas com cordéis, garrafões de vinho e de azeite... E em bem chegados à gare, ala que se faz tarde, porque no dia seguinte havia la ménage para fazer, os bâtiments para erguer ou táxis para guiar.

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