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Expresso

Henrique Raposo

Nunca bebam com um russo

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Os outros russos do grupo eram estroinas, estavam bêbados ao meio-dia, perfumavam os corredores com o hábito a vodca, circulavam num ruído de graçola. Ele não era assim. Vladimir, chamemos-lhe assim, tinha a pose de conde oitocentista, alto, taciturno, com uma secura de carnes quase tuberculosa, aliás, tossia muito, tinha um ar doentio e sobretudo um olhar doentio, um olhar desprovido de empatia. E aqui não era diferente dos compatriotas.

 

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