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Rita, Beatriz, Bruna

Comovo-me sempre com os feitos do nosso atletismo, sobretudo com as proezas quenianas dos fundistas como Inês Henriques, medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha no ano passado. Comovo-me pelo sacrifício inerente à corrida. Correr 50 quilómetros implica uma mente treinada na renúncia. Comovo-me, porque estes fundistas foram construídos na miséria do Portugal antigo. Inês tornou-se atlética na apanha do tomate, trabalho que iniciou aos dez anos. Era preciso ajudar a família a comprar mobílias para a casa nova. Curiosamente, poucos meses antes da vitória de Inês, li uma entrevista maravilhosa de um dos meus heróis de infância: Domingos Castro. Em conversa com Rogério Azevedo (“A Bola”), Domingos retrata um país miserável que os nossos filhos terão imensa dificuldade em compreender.

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