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O tio

A imprensa portuguesa trata o PCP como as famílias tratam o tio desbocado que aparece nos almoços ou jantares de Páscoa; é a personagem que se tolera com um sorriso, porque é senil, porque é inimputável, porque faz parte da mobília, porque, no final do dia, é inofensivo. Sucede que o PCP é tudo menos inofensivo e, nesse sentido, a complacência da imprensa é inaceitável. É uma complacência que não nasce da bondade, mas sim do duplo padrão moral que nos apascenta. Na festa do “Avante!”, casais homossexuais foram espancados debaixo de gritos de “não há camaradas paneleiros” (sic), mas não se levantou uma onda de indignação. Se a memória não me falha, só Hugo Franco, repórter deste jornal, pegou no assunto.

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