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Salmo de amizade

O padre Gonçalo Castro Fonseca sj. é um pilar cá de casa. Sem ele e sem os outros jesuítas que conheci no CUPAV nos últimos anos, dificilmente teria ingressado na Igreja. Teria continuado nas margens, teria ficado no alto da figueira de Zaqueu, teria permanecido no lado de lá da fronteira, sentindo-me um bastardo sem direito àquela pertença. Como soldados das fronteiras, os jesuítas, a começar no Gonçalo, deram-me a mão, fizeram-me descer da figueira, abriram-me uma porta onde estava uma parede. Não falo de fronteiras por acaso. Gonçalo está neste momento na grande fronteira, a Síria. Deu a alma ao manifesto, mergulhou na representação terrena do inferno: está no Serviço Jesuíta aos Refugiados em Damasco. No domingo passado, na missa, quando invocaram o seu nome, senti vergonha e orgulho. Senti orgulho da sua heroicidade. Senti vergonha, porque há meses e meses que não me lembrava dele.

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