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Herman e RAP

Meu caro Herman José, cruzámo-nos há uns anos no corredor da editora Guerra & Paz. O Manuel da Fonseca apresentou-nos e eu fiquei sem saber o que dizer ou fazer. Enquanto lhe apertava a mão, fiquei de boca aberta e acho que emiti um monossílabo. O meu caro não se lembra do episódio, como é óbvio, mas eu recordo-me destes dez segundos patéticos porque o Herman foi o meu ídolo. Mais do que um ídolo, foi o meu amigo imaginário de uma época negra. Durante os dias de escola, eu chegava apavorado a casa, ia direto à cozinha, ligava a TV, fazia uma sanduíche de fiambre e ficava a ver a “Roda da Sorte”. A sua absoluta liberdade, meu caro, era a minha descompressão. Nas noites de sábado, ficávamos a ouvir o “Parabéns”. Sim, era mais ouvir do que ver; o “Parabéns” era uma lareira oral que ficava ali aquecendo a sala.

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