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Se fosse publicado agora, “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo teria conhecido o destino do meu “Alentejo Prometido”: teria sido queimado em duas ou três fogueiras que dariam forma real à grande fogueira internética; se tivesse sido publicado neste tempo de pós-verdade facebookiano, este livro teria sido atacado pelos retornados que continuam a diabolizar Soares e portugueses comuns como o meu pai que não queriam combater em África; retornados que continuam a ver o ultramar através do mapa cor de rosa do luso-tropicalismo, essa escola que ainda hoje nos diz que “éramos bons para os negros, nem lhe chamávamos pretos”. Não simpatizo com Mário Soares e simpatizo com os retornados. Cresci no meio deles, tenho pela sua epopeia uma enorme volúpia literária. Mas factos são factos.

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