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“O Meças” 
de Barcelos

Demasiados lisboetas glorificam a vida da aldeia, o campo e a natureza em geral; estes urbanistas compraram uma casa no campo, passam os fins de semana naquele silêncio retemperador e acabam por criar uma imagem idílica da aldeia. Sucede que esta romantização esconde a claustrofobia da aldeia. Sim, o silêncio aldeão é glorioso se for uma escolha e se for vivido em doses curtas. No entanto, se não for uma escolha, se for a única coisa que se conhece, o silêncio campestre torna-se numa masmorra. Quem romantiza a vivência rural não faz ideia do castigo que é crescer nestes meios pequenos. Não há liberdade ou privacidade, não há ângulos mortos onde se possa descansar do olhar e da censura alheia.

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