Siga-nos

Perfil

Expresso

Bárbara

Leonor, 40 anos, é vítima de violência, daquela violência que a sociedade ainda marialva tenta maquilhar com a expressão “violência doméstica”; é como se aquela palavra extra, “doméstica”, pudesse suavizar socos, facadas e violações. Leonor não é pobre, é abonada ou mesmo rica. Isto faz dela a vítima das vítimas, porque a narrativa “neorrealista” que ainda apascenta Portugal só reconhece uma vítima se ela for pobre, despenteada e desdentada; quem vai ao cabeleireiro todas as semanas não é vítima, é opressora. Leonor é assim a vítima perfeita da misoginia, está no ângulo morto da narrativa. Até é apelidada de “caso diferenciado” pela lei.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)