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Jesus é pessimista

A minha filha mais velha não teve Natal no ano passado. A irmã cumpriu a tradição familiar e passou a quadra no hospital. A nossa banda sonora não foi o ‘Jingle bells’, mas a atmosfera tuberculosa da urgência pediátrica, o inferno onde brônquios oitocentistas cravados em crianças nos dão uma lição de humildade: não há macumba química ou invento tecnológico que nos salve em definitivo do mistério da morte. Neste ano, a miúda volta a não ter Natal, porque faleceu a serena âncora dos nossos natais em Coimbra, um tio que era na verdade um avô.

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