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Esquerda snobe

Há sessenta anos, a esquerda julgava-se a rainha da realidade empírica. A vulgata marxista era vista como a única lente aceitável, a única intermediação legítima entre a realidade material e o intelectual; recusar ver o mundo através das lunetas do Dr. Karl era o mesmo que desejar a cegueira. Com o colapso do marxismo, a esquerda refugiou-se num vago sentimento de superioridade moral. Já não tentava explicar o mundo, mas mantinha uma crença: nós, a esquerda, somos melhores!, somos mais puros!, somos bondosos, por oposição à direita snobe que goza e explora o povo! É por isso que o esquerdista ainda lia os velhos romances neorrealistas. Era a forma de se convencer de que tinha uma genuína empatia com o povo trabalhador. Não tinha, nunca teve.

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