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As noivas do véu

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Deixem-me ser advogado do diabo durante três mil carateres, até porque sou pai de duas meninas. Se a paternidade muda um homem, a paternidade no feminino muda ainda mais. A dúvida é a seguinte: e se o véu for mesmo uma redignificação da mulher? E se o véu das muçulmanas for mais feminista do que biquínis e minissaias? A sociedade ocidental julga-se mais feminista do que o código muçulmano, mas nunca existiu uma mercantilização tão forte do corpo feminino. Vemos mamas, rabos, ancas, pernas e lábios por todo o lado, nos anúncios das paragens de autocarro, nos autocarros, no metro, na TV, na net, no cinema, nos jornais. A carnalização do corpo feminino tornou-se tão vulgar que apetece dizer que estamos a matar qualquer noção de erotismo e pecado. E convém relembrar os mais distraídos que sexo sem interdito é como pizza fria: ainda é bom, mas não é a mesma coisa.

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