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Bolhão e Instagram

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No mercado do Bolhão, um peixeiro estava a lavar o chão da sua rústica banca com uma mangueira. Era meio-dia e já estava derreado. Os olhos e mão na anca não escondiam o cansaço de quem acorda às 5 da manhã para passar as horas seguintes com os pés dentro de água, com as mãos dentro de vísceras e com a cabeça dentro de uma vida que poderia ter vivido. É uma cena que impõe respeito, senão pena. Aquele homem sente num dia o desconforto físico que qualquer outra pessoa sente num ano inteiro. Indiferentes ao cansaço do peixeiro, um grupo de três meninas alemãs resolveu fotografá-lo mesmo de frente para logo de seguida colocarem a foto no Instagram ou Facebook.

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