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Jogar na rua

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Em meados dos anos 90, levei o meu irmão aos treinos de captação do Benfica e saí de lá com uma certeza: o Glorioso andava pelas ruas da amargura porque ninguém naquela casa tinha sensibilidade para a bola. Na teoria, o treino de captação era de futebol, mas na prática foi de halterofilismo. O treinador deixou os garotos darem uns toques e depois limitou-se a escolher os mais altos. O treino foi mera formalidade. A ginga, a inteligência ou a manha do futebol de rua não contaram para nada. Como era franzino, o meu irmão não foi escolhido, apesar de ter colocado duas ou três cuecas nos desajeitados colossos escolhidos pelo treinador. Claro que foi para a casa a chorar. Não foi o único por essa Europa fora.

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