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Áustria, de novo

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A Áustria, dizia Thomas Bernhard, é um “perpétuo cárcere pátrio” que cria uma “mesquinha existência” para um povo condenado à infâmia, à desesperança, à loucura. “Nós somos austríacos, somos apáticos”, “criaturas da agonia”, “povoamos um trauma”. Mas afinal qual é o trauma? De onde vem este pântano amoral que impede a circulação das águas? A Áustria continua neste inferno, porque recusa dar um passo em direção ao purgatório, porque recusa assumir a sua culpa nos pecados da II Guerra Mundial e do Holocausto. Não, não falo apenas de Hitler, que era austríaco; falo da adesão do povo austríaco ao III Reich, falo da enorme percentagem de guardas austríacos nos campos de concentração, falo do antissemitismo que era tão forte na Áustria como na Alemanha.

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