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Gordos

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Agora que penso nisso, sempre tive amigos gordos. E, sim, usemos a palavra gordo e não eufemismos como obeso, gordinho ou cheiinho. Agora que penso mesmo nisso, acho que apreciava e aprecio — acima de tudo — o sentido de humor autodepreciativo que o gordo acaba por desenvolver sobre si e sobre o mundo que o rodeia. Nesta semana, ao ver o programa da SIC “E Se Fosse Consigo?” dedicado ao gordo, percebi o porquê deste sentido de humor tão característico. Aquele sarcasmo permanente é a sublimação do inferno que o gordo vive todos os dias, é a sua salvação enquanto ser social, é a construção de um sorriso a partir da raiva que ele sente todos os dias em relação a uma sociedade que se sente legitimada para espezinhar o badocha. Ó gordo, vai à baliza!

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