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Expresso

Vergílio no país da geringonça

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Vergílio Ferreira era um dos meus escritores favoritos, mas os seus romances não sobreviveram a uma releitura. É sempre um perigo reler, rever ou reouvir: acabamos por destruir parte da nossa memória afetiva. Reencontrei um romancista pedante e ancorado numa prosa nevoenta e empolada, para citar José Rentes de Carvalho. De resto, quem lê Rentes dificilmente se reconcilia com Vergílio Ferreira; quem aprecia o traço preciso e lapidar de Rentes ou de Cardoso Pires não reage bem às divagações atmosféricas e quase sempre inverosímeis de “Aparição”. Mas, se me distanciei do escritor, aproximei-me da figura histórica. Vergílio Ferreira é um oráculo maravilhoso do nosso século XX.

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