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Expresso

Uva sem grainha

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O humanismo está pela hora da morte na Europa. A civilização que rasga as vestes quando ouve falar em alimentos transgénicos é a mesmíssima civilização que aceita sem sobressalto a manipulação genética de bebés e toda a espécie de intervenção abusiva no corpo humano, desde o aborto até à nanotecnologia que promete melhorar o nosso desempenho físico e mental através de geringonças ciborgue. Não há aqui qualquer coisa de estranho? O ar do tempo que aceita a manipulação genética de ADN humano é o mesmo ar do tempo que vê Satanás nas uvas sem grainha que eu, por acaso, devoro como um possesso. Como é que uma uva transgénica pode ser mais aberrante do que um aborto a pedido ou do que uma criança geneticamente modificada por puro capricho dos pais? Aceita-se o eugenismo em bebés, mas já não se aceita o eugenismo numa maçaroca de milho; o primeiro é visto como um avanço da ciência, o segundo é encarado como uma ofensiva ilegítima do homem sobre a Mãe Natureza. Como é que chegámos aqui?

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