Siga-nos

Perfil

Expresso

Jerónimo

  • 333

Caro Jerónimo de Sousa, parte de mim gosta de si, porque você podia ser meu tio ou avô. Literalmente. Quando saiu do Alentejo em direção à Grande Lisboa, a minha família começou por morar em Pirescoxe. O meu avô e tios trabalharam lá em baixo nas Covinas e Fimas, os meus pais iam aos bailes da coletividade onde você ainda hoje vota, eu fiz o quinto ano na escola de Pirescoxe; conhecia bem a vila, sobretudo o castelo abandonado, o ringue, onde sonhava ser o Vítor Paneira, e o descampado onde você joga chinquilho. Portanto, não posso deixar de sentir empatia por si, apesar de odiar aquilo que fez em 1975. Sim, odiar.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI