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Expresso

Racismo angolano

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No pátio da escola fui sempre compincha de cabo-verdianos. Dancei tantas vezes funaná nos convívios que ainda hoje fico ofendido quando alguns incultos dizem que a melodia cabo-verdiana é igual à metralha da kizomba angolana. A comparação é herética: é como comparar Bach a Vivaldi, ou Morrissey a Bryan Adams. Ora, tendo em conta a minha aliança com os ilhéus, embirrei sempre com angolanos. Os cabo-verdianos eram relaxados, os angolanos irritadiços e arrogantes. A embirração angolana continuou ao longo dos anos, porque apareciam na faculdade uns Erasmus angolanos que vinham estudar para Lisboa com o dinheiro que a elite do MPLA roubava ao seu próprio povo.

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