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Expresso

Roma e Bizâncio

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Chamemos-lhe Dimitri. Já não me lembro se era um diplomata em início de carreira ou um civil do ministério da defesa de uma das repúblicas bálticas. Era loiro, alto e seco de carnes. E a secura estendia-se à frieza do raciocínio. Não esqueço a cena: estava a dar na televisão o Portugal-Irão do Mundial de 2006; de repente, Dimitri colocou-me esta pergunta: “Mas porque é que vocês têm tantos pretos na seleção?” Feita em inglês, a pergunta trazia a lâmina verbal (nigger) que corta ainda mais fundo quando é afiada no sotaque eslavo. Não lhe respondi, saí.

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