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Expresso

Heróis discretos

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Acordava às cinco da manhã, pegava no carro e na criada e ia até ao Mercado da Ribeira comprar legumes e peixe para os alunos internos do Colégio Moderno. Ali, na Ribeira, era mais barato. Não, não era olho para o negócio, era a lei da sobrevivência numa época em que estava sem marido e com pouca liquidez para manter um colégio que era uma referência democrática. De todas as histórias que tenho lido sobre Maria de Jesus Barroso, esta é a mais comovente. É uma história de sacrifício. Estamos a falar de uma pessoa que tinha o talento e a formação para outros voos (atriz, declamadora, ativista), mas que foi forçada pelas circunstâncias a ser a âncora invisível do barco familiar. E, diga-se de passagem, não era apenas o barco da família, também era o barco da resistência civilizada ao Estado Novo. O que quero dizer com isto? 

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