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Expresso

Cancro 
e suicídio

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Paulo Varela Gomes publicou na “Granta” um texto muito cá de casa porque fala de cancro e suicídio. É que o suicídio corre forte na minha família, cortesia da herança alentejana. No Alentejo, sobretudo no meu, entre Santiago e Odemira, o suicídio é tão natural como o vento a passar nos sobreiros, é encarado como um acontecimento da história natural e não da história humana, é visto como ato amoral da natureza e não como escolha moral do homem. É maremoto de Neptuno e não opção do Zé. Aceita-se sem escândalo. Nos velórios oiço sempre esta frase: “Temos de respeitar a escolha dele, não é verdade?”.


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