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Opinião

Clara Ferreira Alves

Clara Ferreira Alves

Escritora e Jornalista

Pesadelo de uma noite de verão

Nunca tive um sonho assim. Um sonho cheio de imagens diferenciadas e retiradas da catadupa de notícias, más notícias, de política internacional

Caminhava pelas ruas de Nova Iorque de noite, uma paisagem de escuridão e néon, quando me apareceu numa esquina Hillary Clinton. Hillary Clinton? Nunca sonhei com este tipo de personagens, não tenho sonhos sobre política interna ou externa americana. Hillary era baixinha e simpática, disse-lhe que tinha muita pena que não tivesse ganhado as eleições. E que tudo depois dessa data tinha degenerado. Não eram bem estas as palavras, era um sonho. Este o sentido. Lembro-me da voz dela, e de lhe dizer, aqui a intriga fica mais espessa, que corria perigo com Trump. Entrámos numa espécie de túnel com portas de aço e perdemo-nos. Perguntei pelos guarda-costas e ela disse que não tinha. Como? Um homem enorme apareceu vindo do nada dos sonhos, agora transformado em pesadelo, e tivemos dificuldade em perceber se era amigo ou inimigo. Escapulimo-nos do túnel e regressámos à escuridão e néon mas a rua era mais perigosa do que o túnel. Subitamente, materializaram-se dois guarda-costas que me impediram de continuar a conversa com a senhora e tentei dar-lhe o meu e-mail. No típico sacrifício de Sísifo, de cada vez que tentava escrever o endereço de e-mail não conseguia. Ao cabo de muitas tentativas, todas goradas, e suando aflição por não conseguir escrever, e a aflição era agora a impossibilidade de escrever como se a mão tivesse vida própria e deixasse de me obedecer, ficando a Hillary a pairar no nevoeiro do sono, acordei. Achando o sonho estúpido, meia acordada e meia a dormir, regressei.

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