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Em França, votaríamos Macron

Militantes socialistas defendem candidatura do ex-ministro da Economia

Militantes do PS

Militantes do PS

Álvaro Beleza, António Rebelo de Sousa, Carlos Silva, João Proença, José Lamego, Mário Caldeira Dias, Rui Oliveira Costa

Muito se tem falado das eleições em França.

Uma França que, tal como a Europa, está numa encruzilhada, entre extremismos de sabor populista, manifestações de crescente descrença no futuro da Europa, com a emergência de teses em que não se percebe se se procura defender o retorno a novas formas de democracia pretensamente direta, ou se se pretende enveredar por “modelos aclamatórios” de inspiração nacionalista exacerbada.

A França, tal como a Europa, precisa de optar entre retrocesso em termos de processo integracionista ou o seu aprofundamento.

A continuidade do projeto europeu não passa, todavia, nem pelo retrocesso, nem pela estagnação, antes implicando uma evolução no sentido do reforço do orçamento comunitário, da consolidação da União Bancária, da aceitação da gradual mutualização da dívida e de uma mais eficiente coordenação de políticas económicas e financeiras a nível comunitário.

É preciso completar a União Monetária com mais união económica e mais união política, o que implica a aceitação de um reforço das instituições supranacionais.

É preciso, conforme Macron já assinalou, repensar o papel da Defesa no conceito de segurança humana, adotando-se uma perspetiva mais ampla e abrangente do que se convencionou designar de Estado providência.

É preciso saber-se conciliar uma política consistente de defesa europeia com uma vertente atlântica, continuando a pugnar-se,sem hesitações, pelos direitos humanos em todo o mundo.

É preciso defender-se a democracia representativa, e, estar-se do lado do projeto europeu, das liberdades públicas, da separação de poderes, da não discriminação assente na religião, da raça ou do género, do lado dos refugiados políticos, enfim, é preciso estar-se, numa palavra, do lado da Tolerância.

E é por tudo isto que, nós, militantes do PS, se votássemos em França, votaríamos em Emmanuel Macron e não só por exclusão de partes, mas porque representa a moderação, o atlantismo e o europeísmo.

Estamos politicamente com ele, defendendo as mesmas causas e os mesmos valores.