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Opinião

Júlio Pomar

Aprendemos muito com ele

É sempre agradável poder falar de um amigo com admiração e com aquela naturalidade com que nos dirigimos uns aos outros. 
Nessa maneira de ser complicada que os portugueses têm nas suas relações, o caso de Mário Soares é um caso particular. Como já vivi muitos anos, vejo sempre muitas diferenças entre aqueles que viveram debaixo daquele regime fascista, o regime fascista português — digamos esta palavra até encontrarmos outra melhor —, ou aquele que nos coube nessa praga que roeu o mundo e que espero não vá roer outra vez. De qualquer maneira, o nosso foi particular e acho que poucas pessoas o entenderam bem. E entre as poucas que o entenderam bem, Mário Soares está nessa linha. Tal como eu, ele nasceu dentro de um regime terrível pela sua maneira brutal de ser e não visível para quem não queria ver. Nascemos no reino da hipocrisia. 
O Portugal salazarento era realmente o Portugal que não usava as palavras, não porque as coisas não existissem, mas porque era feio usar essas palavras.

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